quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Condições do Subemprego em São Paulo.

Em São Paulo e em geral no cotidiano brasileiro não é incomum ver pessoas neste tipo de emprego, afinal o Estado é incapaz de atender as demandas da população quanto ao número de empregos.
Diante desse cenário, a informalidade passa a ser um meio de trabalhar para garantir o sustento, e o subemprego pode ser considerado como uma "válvula de escape" para pessoas com baixa instrução, já que muitas vezes após terem vínculos empregatícios com empresas acabados, não encontram outra
oportunidade e necessitam sustentar suas famílias e si próprios.

Estes trabalhadores, que costumam possuir menor escolaridade e menor qualificação, recebem salários baixos e estão mais expostos às condições precárias de trabalho, principalmente à falta de proteção (podemos destacar o alto risco de violência, homicídios, acidentes de trânsito e os atropelamentos) e de cidadania plena.
O Subemprego (ou o trabalho informal) na cidade e São Paulo se restringe a ramos como o do pequeno comércio, serviços de baixa qualificação que exigem experiência, mas não escolaridade elevada. Sendo quase metade da força de trabalho ocupada, os trabalhadores informais têm acesso a muito menos que a metade da economia metropolitana, a maior parte da qual é dominada pelo grande capital, sendo constituída por mercados em que a oferta está concentrada em um pequeno número de empresas, que por isso tem meios de evitar que ela se torne excessiva.

O trabalho infantil.


A pobreza é considerada a principal condição para a existência do trabalho infantil.
No Brasil, mesmo com os significativos avanços sociais, decorrentes do aumento da renda, do acesso ao mercado formal de trabalho e da estabilidade econômica, a redução dessa exploração foi praticamente insignificante
.

As crianças, devido à sua fragilidade, estão mais sujeitas a inúmeros acidentes e doenças de trabalho do que os adultos, em igualdade de circunstâncias. E também, porque não têm ainda a maturidade suficiente para perceberem os perigos possíveis que envolvem o exercício da sua atividade ou existem no próprio local de trabalho. 
Inquéritos recentes a nível nacional revelam que uma elevada proporção de crianças sofreu acidentes ou adoeceu no trabalho.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Emprego e Subemprego no contexto da Globalização.

A automação se tornou uma das principais ferramentas do processo de globalização. Um dos objetivos desse processo é a redução dos custos das empresas, e o desemprego é o grande produto de todo este processo. Quando se trata de avanços tecnológicos, a estrutura de recursos humanos das empresas foi modificada, ocorrendo assim uma redução significativa das oportunidades de emprego. Na década de 70, com o crescimento do desemprego, o debate sobre a discussão da economia informal no Brasil abordava os problemas da marginalidade, do desenvolvimento do capitalismo, da pobreza e da miséria.
Esse tipo de trabalho teve grande crescimento na década de 90 quando a competitividade fez com que as empresas optassem por mão-de-obra qualificada e também frente à crise econômica, as empresas tiveram que diminuir seu quadro de funcionários e baixar o valor de suas mercadorias. Hoje o discurso dominante aborda a questão do desemprego tecnológico–estrutural, com desenvolvimento de uma “nova informalidade” em decorrência de novas formas de organização do trabalho constituídas no processo de reestruturação produtiva. A cada nova “onda” da globalização, acontecem grandes mudanças nas necessidades do homem que refletem no conceito de emprego e nas relações de trabalho de forma drástica.
Nas economias subdesenvolvidas, especialmente nas mais pobres e menos industrializadas, o grande surto de urbanização não foi e nem é acompanhado de um processo de modernização de igual porte, gerando subdesemprego. A ruptura do vínculo empregatício formal representa, na prática, a perda de direitos e benefícios sociais. Ao ingressar no setor informal, os trabalhadores se convertem numa espécie de “cidadãos de segunda classe”, perdendo inclusive direitos garantidos pela Constituição brasileira.
A globalização é um fato e contra este processo não se pode atuar, as condições de cidadania ainda não é universal e está associada ao modo de inserção dos indivíduos no mercado de trabalho. porém em um mundo com ética, a solução de problemas facilita se a ação for conjunta (empresas, governo e sociedade).
Os programas de geração de emprego, tanto os desenvolvidos por iniciativa de órgãos governamentais, como sindicais, apesar de eficazes por determinados aspectos, ainda são questionáveis, mas é importante mantermos os ideais de uma sociedade civil mais participativa e solidária nas questões públicas.
Em São Paulo, é necessário pensar em programas de políticas públicas e políticas de emprego e renda que vise o direito de cidadania plena aos trabalhadores informais, autônomos, os que trabalham por conta própria, em especial os que se encontram desorganizados e excluídos, como é o caso da grande maioria.

Entrevista.

A paulistana Regina da Silva Lucas, 55 anos, sempre trabalhou por conta própria fazendo unhas nas casas de suas clientes. Nunca teve carteira assinada, horários e benefícios. 


- Há quanto tempo trabalha sem carteira assinada?                                                          
                                                   
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- Já trabalhou com registro alguma vez?                         
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 - O que te influenciou a optar pelo trabalho sem registro?
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- Quais os pontos positivos de não ser registrada?
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 - E os negativos?
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 - Quantas pessoas são sustentadas pela sua renda?
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O que é o Subemprego?


É uma situação econômica localizada entre o emprego e o desemprego. Ocorre normalmente quando a pessoa não tem recursos ou condições para se manter parada enquanto procura emprego e vai para uma atividade da economia informal.

Tal situação, que deveria ser temporária, transforma-se em definitiva quando o trabalhador não consegue mais voltar à economia formal.